Tour Diary

Confessions of Grindcore - Finnish Tour em Confessions of Grindcore - Finnish Tour de

Confessions of Grindcore – Finnish Tour
[English version soon…]

Então, tás acordado?
Por volta das 2H da madrugada de 25 de Março de 2010, 4 pessoas partiam de 4 localizações diferentes com destino ao Porto. Em todas, um pensamento e objectivo comum: levar até território ainda inexplorado o poder e podridão à portuguesa de Holocausto Canibal, naquela que consideram ser a mistura ideal de grind, gore e demência.

Embora os Holocausto Canibal sejam sempre conotados como sendo oriundos do Porto, na verdade os seus 4 membros: Z.P., P.G., C.G. e D.P. fazem um trajecto total cujo somatório dos diferentes percursos ascende aos quase 180kms, sempre que convergem para o Porto. Nesta contagem decrescente até a hora de partida, diferentes actividades são escolhidas para matar o tempo, sendo que a opção mais desviante traduziu-se na ida a uma peculiar e gordurosa Roulotte de Kebabs [daquelas que até a ASAE tem receio de aparecer].

De forma espontânea [e acedendo a inúmeros pedidos feitos por seguidores hc e amigos próximos] optamos por finalmente documentar com todo o afinco e precisão exigidos pelos mais curiosos toda a jornada relativa à Confessions of Grindcore – Finnish Tour 2010.

Como os conceitos: surrealidade e Holocausto Canibal andam sempre de mãos dadas…começam logo a surgir os primeiros acontecimentos inesperados, sendo que o primeiro de todos consistiu no escapar acidental dumas cuecas vermelhas [femininas] da mochila de CG [apesar de jurar não serem dele, ficou no ar uma estranha suspeita de secretas tendências transgender]. Paralelamente reparamos que o pão da Lufthansa tem uma estranha marca de chinelo na base.

Ainda dentro do avião, as expectativas relativamente à terra de destino e às bandas de acolhimento, mantém-se serenas, apesar da ingestão extrema de cafés ao longo do dia. E neste ponto, gostaria de reforçar a ideia de extremo: em contas por alto cada um de nós por esta altura deve ter ingerido vários litros de café, cordialmente cedidos pela companhia aérea Lufthansa, quer nos aviões quer no aeroporto de Frankfurt.

Antes de aterrar, decidimos leiloar no eBay um esboço daquele que será o artista contemporâneo do futuro: PG. Segue a foto, o link via Christie’s e Sotheby’s .

Pondera-se algaliar o CG devido à cadência excessiva de expulsão urinária.

Duodildo Celestino & the Game Over tourbus
Como nestas coisas estamos sempre à espera do pior e de certa forma o pessimismo é uma característica bem portuguesa, chegamos a imaginar o tourbus como sendo algo parecido com uma Toyota Hiace e um atrelado de caçador… mas assim que saímos do aeroporto de Helsinquia, o tourbus aparece minutos depois… e todas as nossas melhores expectativas foram amplamente superadas! O veículo emanava uma aura pós-apocalíptica similar à estética “interstate / road trip” da trilogia Mad Max / The Duel, vidros fumados, frente agressiva e no interior encontramos todos os gadgets necessários à vida de um “artista” em tour!
O condutor de tão mítico veículo estava plenamente à altura do trono da condução, transbordando ele próprio, litros de carisma por cada poro epidérmico. Esta personagem enigmática a qual baptizamos de Duodildo Celestino [denominação a explicar mais tarde] tinha constantes crises de exibicionismo, expondo não raras vezes o seu segmento fálico enquanto conduzia. Os highlights da viagem e da mestria como condutor foram assinalados pela destreza com que conduzia o tourbus em ruas onde não haveria um palmo de espaço livre em cada um dos lados do veículo, declive acentuado com neve abundante no asfalto e como se não fosse suficiente, Duodildo Celestino executava ainda 3 tarefas distintas em simultâneo: manufactura de um cigarro de enrolar, falar ao telemóvel e expor o seu segmento fálico…ah, isto para além de conduzir.
A dada altura, e como forma de demonstrar todo o seu apreço por nós… Celestino, decidiu ofertar-nos uma das suas relíquias pessoais: uma mala de aspecto misterioso com lock code, 069. Após algum suspense decidimos abri-la e usufruir parcialmente de todo o seu conteúdo, do qual faziam parte: 1 dildo, 1 rectal dildo, sacos de erva [ou seriam orégãos!?] e uma vasta colecção de revistas porno…e gays [algo suspeito]. Insistiu várias vezes para usarmos o conteúdo da mala como bem nos apetecesse!

Grinders on Wheels
Passamos a descrever quem partilhou connosco todas as horas desta tour, os finlandeses Inferia!
Esta banda lendária de grind foi uma das pioneiras e percussoras do estilo em terras finlandesas, comemorando este ano 20 anos de carreira!
Previamente, já tínhamos partilhado palcos no Fuck The Commerce XI e no Obscene Extreme 2005 e desde aí as composições da banda ficaram ainda mais directas e letais culminando numa brutalidade muito mais incisiva.
Não é demais mencionar toda a organização e método que os Inferia demonstraram durante a organização desta tour, nada foi deixado ao acaso, todos os horários e compromissos contratuais foram respeitados, absolutamente nada falhou! Quando assim é torna-se fácil dar bons concertos visto toda a gente ficar focada apenas no objectivo principal
De forma a simplificar a nossa difícil tarefa de memorização dos seus nomes, decidimos ser práticos e substituí-los por nomes que nos fossem mais familiares, assim sendo:
Jani Huttunen – vocals aka Jaime
Kai Hänninen – guitar  aka Tomba [posteriormente re-baptizado Tomba Gordas]*
Atte – guitar aka Asdrubal
Tatu Hämäläinen – bass aka Oscar
Matti (Kilo) Jauhola – drums aka Bernardinho
…e por último,
Tero – driver aka Duodildo Celestino
De referir que a dada altura eles já respondiam pelos nomes alternativos.

* Aproveitamos para confessar aqui a nossa inveja profunda pela tua hoodie de Avril Lavigne.

Day 1: Quinta 25
Percurso efectuado: Porto – Frankfurt – Helsinki
Kms percorridos: 3872 kms
Venue: Lepakkomies
Bands: HC + Inferia + GAF
Attendance: 120
Description: Clube mesmo no centro de Helsínquia! Chegados ao local deu-se o primeiro ritual de retirada de backline do tourbus [que se iria repetir numa base diária].
O interior do clube era composto por vários pisos e espaços possuindo uma decoração bastante agradável e fashion no geral.
Primeiros contactos com fauna do sexo oposto ajudaram a traçar o perfil comum da mulher finlandesa.
Hostilidades abertas com os GAF [que tocariam novamente na última data da tour], banda grind recente mas que já foi ao picar de ponto da praxe no Obscene e cujos shots de grind intenso assumiram-se como a grande revelação desta tour! Baixista alucinado e cheio de presença e vocalista com uma fantástica t-shirt de Bon Jovi! [segundo ponto de inveja, depois da hoodie do Kai].
Seguiram-se os Inferia [dos quais falamos mais à frente neste report].
Para terminar era chegada a vez da nossa estreia em solo finlandês. Esperávamos um público frio e observante [ideia elaborada a partir de uma visita passada à vizinha Suécia] mas na verdade foi sempre a rasgar folheto do princípio ao fim. Não houve sequer período de aquecimento gradual!
A intensidade desmedida deste holocausto ficou ainda marcada por uma rachadela de cabeça de C.G. tendo sido a arma do crime o baixo de Z.P., infelizmente a coisa estancou pouco depois e não houve tanto gore como se esperava inicialmente. Dois enGores apote(ca)óticos e a coisa ficou por ali.

HC Confessions of Grindcore set list
Cadavérica Ejaculação Espasmódica
Fornicada pelo Bisturi
Punição Anal
Fetofilia – Incestuosa Sodomia Fetal
Prenha de um Canídeo
Vulva Rasgada
Possuída pelo Grind
Amizade Fálica
Porno Hardgore
Onanismo Ápode
Coprofágico Fondue Escatofágico
Prepúcio Obliterado
Necro-Felação
Empalamento
Infecção Purulenta
Violada pela Moto-Serra
Sangue
Holocausto Canibal
Gorgasmos – Gorgásmicos Espasmos Gore
Embrio  Progéria
Oclusão Intestinal
Acunpunctura  Genital
Canzana  Blenorrágica

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Pequeno-almoço finlandês + Auto-Mutilação
Findo o concerto em Helsínquia o tour bus rumou a Lahti onde dormimos até rumar a Tampere horas depois.
De manhã, usufruímos de um pequeno-almoço tipicamente finlandês [ao som de Força Macabra], preparado pelo incansável Jani [Inferia].
PG com a sofreguidão da gula cortou profundamente 2 dedos da mão esquerda enquanto esquartejava um inofensivo pão.
Após termos colado durante largos minutos com a colecção privada do Kai [formada por milhares de itens de filmes de terror e álbuns] e privado com o seu gato Satan, decidimos explorar as ruas de Lahti visto a hora de partida para Tampere ser apenas 4h mais tarde.

Day 2: Sexta 26
Percurso efectuado: Helsinki – Lahti – Tampere
Kms percorridos: 230 kms
Venue: Vastavirta Klubi
Bands: HC + Torture Killer + Inferia
Attendance: 187
Description: Em Tampere juntaram-se à tour os Torture Killer [www.myspace.com/torturekiller] que continuariam até Jyväskylä.
Tendo começado por ser uma banda de covers de Six Feet Under [usa], de onde retiraram o nome do tema contido no álbum “Maximum Violence”, celebrizaram-se um ano depois com a participação de Chris Barnes [Six Feet Under, Cannibal Corpse] no album “Swarm!”. Neste momento são uma das bandas finlandesas com maior estatuto no espectro Death Metal tradicional. De salientar as bandas de culto, de que os elementos desta formação integram ou fizeram parte no passado: Adramelech, Demigod, Torsofuck, Deep Red, Archgoat, Cadaveric Incubator.
Num dos cantos do clube havia uma biblioteca histórica com uma extensa colecção de fanzines punk hardcore, Profane Existence, etc
Esta data assinalava também o 10º concerto de D.P. atrás da bateria de Holocausto Canibal.
Terminado o concerto, e após profunda demência geral, regada de forma extrema, onde surgiram personagens como: o General, a filha [ou mulher?] do General, Garlic Boy aka Van Helsing [ver fotos]… deu-se a habitual pilhagem de bebidas do backstage e siga no tourbus para Jyväskylä…

Urinate Time
Após súbitas paragens do tourbus, era ouvido a espaços este grito de guerra.
Nem sempre era fácil expelir liquido pelo canal urinário em vez cuspir estalagmites, visto a temperatura muitas das vezes ser inferior a 15º negativos, mas lá se foi contornando as dificuldades e pormenorizar mais detalhadamente pode ser embaraçoso para alguns dos intervenientes.

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Chegada a Jyväskylä de madrugada! Houve quem optasse por dormir no tourbus e quem quisesse ir logo para os quartos situados no clube Lutakko. ZzZzZzZzZzZzZzZ.

A manhã começou com uma ida ao centro de Jyväskylä. Começamos a reparar em outdoors repletos de cartazes do concerto em diferentes ruas, facto que aumentava a confiança numa boa casa.
Nesta cidade, respirava-se o metal em todo o lado! Literalmente!
Desde o som ambiente de shoppings e estações ferroviárias ser Metal, culminando em vermos um lojista de uma retrosaria com uma shirt Burzum e uma cabeleireira com shirt de Horna!
A partir daí o factor surpresa dissipou-se e já tudo que vimos nos pareceu normal!

Day 3:
 Sábado 27
Percurso efectuado: Tampere – Jyväskylä
Kms percorridos: 147 kms
Venue: Lutakko
Bands: HC + Torture Killer + Inferia
Attendance: 263
Description: Lutakko foi indubitavelmente o melhor espaço de toda a tour. Construída a partir da remodelação de uma antiga panificadora industrial, esta sala dispõe agora de toda uma estrutura relacionada não só com concertos mas com tudo que está inerente à existência de uma banda [como são prova disso as 20 salas de ensaios localizadas na cave do espaço].
Esta venue recebe cerca de 140 eventos por ano o que dá uma média absolutamente incrível!
Três grandes salas de backstage, todas completamente mobiladas, incluindo frigorífico enorme cheio de cattering e bebidas. Balneários similares ou eventualmente superiores aos de qualquer ginásio ou complexo desportivo, sauna à disposição 24H por dia, quartos totalmente mobilados.

Aproveitamos para pedir desculpa aos japoneses Church of Misery [ http://www.myspace.com/churchofserialkiller ] pela entrada algo ruidosa nos quartos.

Todas as paredes de Lutakko respiram história, seja através de autocolantes de bandas, desenhos de logótipos, flyers e cartazes de eventos passados…é daqueles sítios que se fica colado durante horas a observar tudo e a tentar absorver o máximo de informação!

A única venue ligeiramente semelhante a esta que tenhamos visitado…talvez seja o K17 em Berlim cujo espaço eclético composto por várias salas diferentes e também hotel, Dark Hostel, aproximam-se do leque de oferta disponível em Lutakko. Talvez um dia seja possível imaginar uma sala deste calibre em Portugal!

A título de curiosidade ficam aqui algumas das bandas que pisaram o palco da sala Lutakko nos últimos tempos: HIM, Nightwish, Lordi, Hellacopters, Dark Tranquillity, Katatonia, Opeth, Hellacopters, Backyard Babies, Entombed, Satyricon, Moonspell, Anathema, Sentenced, Pain, Danko Jones, Lordi, The 69 Eyes, Cannibal Corpse , The Haunted, Nile, Cult of Luna, Mortiis, Nasum, Soilwork e Amorphis [estes últimos pisavam o palco precisamente 2 dias depois da passagem da Confessions of Grindcore tour].

Foi de facto um enorme orgulho poder adicionar o nome Holocausto Canibal ao da lista das bandas que já passaram por este espaço!

Aquando do início do concerto deparamo-nos com a existência de uma rede que dividia a meio todo o espaço reservado ao público, percebemos de seguida que se tratava de uma divisão de contornos etários, menores num dos lados / maiores de 18 no outro, devido á proibição de venda de bebidas a menores e a proibição de acesso ao bar. Regras bastante rígidas portanto e que tornaram a coisa um pouco surreal. Mais surreal ainda foi constatar que algumas pessoas na fila da frente sabiam pronunciar na perfeição alguns títulos de temas como: “Amizade Fálica, “Empalamento”, “Violada Pela Moto-Serra”…o que provoca sempre aquele misto de perplexidade com emoção.
O público foi agarrado desde o primeiro tema e foi sempre a aviar frangos do início ao fim com direito a muito movimento e a efusivo enGore.

De salientar o volume extremo de venda de merchandising que ocorreu nesta noite. Possivelmente o nosso recorde absoluto de t-shirts e cds vendidos numa só noite. A crise não parece ter afectado a carteira do público finlandês!
Ou então foi o nosso apelo “desesperado” que fez magia!

Extra-Show
Venue: Basement Klub
Bands: HC + Raster Density fi – myspace.com/rasterdensity
Attendance: 21

Findo o concerto no palco do clube Lutakko, uma jovem de nome Lotta [a qual foi posteriormente re-baptizada como Gianna Michaels project | www.xxxgianna.com] convidou-nos para um extra-show no Basement Klub, a escassos metros do local onde nos encontrávamos. A surrealidade do convite e a curiosidade que suscitou […para além de que fomos quase raptados], fez com que o aceitássemos prontamente e cerca de 20 minutos depois já estávamos em plena actuação com os Raster Density[www.myspace.com/rasterdensity ].
Apesar do espaço exíguo similar a uma sala de ensaios, o público presente ultrapassou as 21 pessoas, tendo mesmo havido lugar a sessões de headbanging e violentas incursões no mosh. Os Holocausto Canibal tocaram cerca de 8 temas inéditos [a incluir no 4º longa duração a editar via Metal Age] e que foram materializados pela primeira vez ao vivo! A julgar pelas entusiastas reacções os temas foram aprovados. Após este mini set teve lugar uma espécie de jam session Holocausto Canibal versus Raster Density, onde os finlandeses sobre o olhar atento de alguns elementos de Kataplexia [www.myspace.com/kataplexia] e Sotajumala [www.myspace.com/sotajumala]rasgaram folheto como se não houvesse amanhã.

A título de curiosidade, soubemos que semanas antes os Sotajumala tinham tocado num comum quiosque de jornais em plena rua.

Na Finlândia as portas abrem para fora…
Seguiu-se duelo alcoólico com Inferia e Torture Killer, já não nos lembramos se alguém ganhou…o que é um bom indicativo.
Depois de consumar mais um ataque ao frigorífico do backstage HC, estávamos já em modo pré-hibernação… quando de súbito aparecem 2 lésbicas finlandesas, que ao que parece laboravam na Lutakko.
Não encarem isto como algo fora do normal [pois na Finlândia estas duplas surgiam constantemente], nem como algo positivo, porque dado o cansaço acumulado naquela hora da madrugada [causado pelas vicissitudes do grind], nem que aparecesse a Puma Swede de mão dada com a Carmela Bing a recepção teria sido diferente.
Posto isto, a paciência para aturar o discurso desinteressante das visitantes foi-se esgotando.
Com a constante movimentação de gente dentro dos backstages, pessoal das bandas e o staff da sala [que pareciam nascer do chão] as horas foram passando e a hora de partir para a próxima data aproximava-se. Com 3 concertos e noites tão agitadas, alguns de nós estavam mais susceptíveis a reagir mais bruscamente para acabar a festa. Quando finalmente todos as hordes de zombies se decidiram a sair, eis que um de nós qual vingador super heróico se decide a barrar a entrada principal com um longo banco de taberna num impulso tão enérgico como brutal. O herói regressa ao seu posto e eis que pela porta do cavalo, surge um dos resistentes zombies finlandeses. Como se não bastasse, os finlandeses são um povo organizado e, de modo a facilitar em tempos de catástrofe, todas as portas que fazem ligação de quartos ou outras divisões a corredores abrem para fora. Uma das lésbicas surge pela porta bloqueada simplesmente abrindo caminho da forma mais natural possível: entrou e queixou-se da presença do banco. O ar de derrota do vingador canibal dá lugar à risota generalizada e lá ficamos mais umas horas a tentar expurgar as hordes de zombies finlandeses.

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Day 4: Domingo 28
Percurso efectuado: Jyväskylä – Lahti
Kms percorridos: 167 kms
Venue: Torvi
Bands: HC + Inferia + Gaf + September Wolf
Attendance: 85
Description: O espaço assemelhava-se a um Irish Pub / Taberna, decorado com imensos instrumentos mais ligados ao Jazz e Blues. Na verdade o Club Torvi é uma das salas mais antigas e emblemáticas da Finlândia, sendo uma das venues incontornáveis de muitas tours Metal / Jazz / Blues ao longo dos anos.
Logo à entrada apercebemo-nos que os mincers Agathocles, Seth Putnam e os seus Anal Cunt já tinham ajudado a destruir este palco no passado. Foi a única sessão de grind para gente sentada que temos memória…curiosamente o público parecia estar a vibrar e profundamente atento ao que se passava no palco…mas poucas foram as pessoas que decidiram levantar-se confortavelmente da sua mesa. De referir também a faixa etária consideravelmente mais sénior presente neste concerto, onde não faltaram algumas cougars in heat [matures] de aparência glam rock.
O gelo só se quebrou a título póstumo tendo o público decidido nessa altura mostrado todo o seu interesse pela banda falando connosco e adquirindo o pouco merchandise que nos restava por essa altura.

How to Store a Sleeping Bag
[tutorial for dummies by Kai Hänninen]
Certamente já tiveram a sensação que só um milagre podia conseguir que o vosso saco cama coubesse no saco a ele destinado. Aqui está o vídeo de um método inovador demonstrado pelo inigualável Kai “Tomba Gordas” Hänninen [também dos finlandeses Mustan Kuun Lapset]

How to Store a Sleeping Bag from Holocausto Canibal on Vimeo.

Lahti Red Light District
Mesmo ao lado do Club Torvi situava-se aquele que pode ser considerado como o Lahti Red Light District, onde em ambos os lados da rua encontravam-se dezenas de thai masseuses ávidas por recrutar clientes para sessões da Traditional Thai Massage, embora [segundo consta] com direito a descompressão manual e happy ending.
Curiosamente duas das thai masseuses fizeram alguns cameos inesperados ao longo da restante estadia em Lahti.

Abbath Raphael is born
Enquanto se degustava um jantar à base de massa riscada e molho com azeitonas [parecido com os nostálgicos Goulashes de leste] a companhia inspiradora de elementos de Gaf e September Wolf deu origem a uma nova banda de black metal de nome Abbath Raphael.
Traçadas as ideologias e sonoridades de referência, esperam-se mais pormenores em breve.

Love Hotel ?
Depois de um fugaz jantar de pizza, em que nos apercebemos que uma  %  considerável  da população finlandesa percebe espanhol (!?) [facto que nos deixou algo aterrorizados e a pensar acerca da possível percepção por terceiros, de diálogos mais desviantes tidos ao longo da tour] rumamos ao Pacha da cidade, que tinha o sugestivo nome Love Hotel. Nesta discoteca havia [como diria alguém] muita gente gira, capaz de provocar alguns neck turns!
D.P. invocou o seu alter-ego Pussy Master, incitando algumas incautas finlandesas a materializar um difícil mas visualmente vistoso Tongue Triangle [um quê? to wiki soon].
Para além da pista com o habitual som electrónico, havia como não poderia deixar de ser [ou não estivéssemos na Finlândia] um espaço dedicado às sonoridades pesadas. Ouvir Cannibal Corpse enquanto se troca impressões com fauna feminina com bom aspecto e sem patches de Kreator, poderá ser eventualmente o melhor de 2 mundos.
O amor andava de facto no ar.

Heidi Does Disco
O que veio a seguir deixou-nos boaquiabertos. Na verdade Já não se via nada assim desde o clássico de 1978, Debbie Does Dallas. Neste caso a Bambi Woods foi incorporada pela aparentemente pura e angelical Heidi [nome fictício], que levou a cabo pela pista do Love Hotel, um verdadeiro hit and run sem precedentes, capaz de fazer corar de inveja a Houston “Gang Bang Queen” 620.
Para além desta killing spree, que ficará marcada de forma indelével na nossa memória, estamos profundamente agradecidos à Heidi e à sua amiga Armi , por nos terem ciceroneado pelo espaço e ofertado litros de Lonkero [aka tentacle – long drink finlandesa]. Heidi, esperamos que não fiques melindrada e o convite para fazeres um remake em território português continua de pé!
Ao sair, nova aparição cameo das thai masseuses no Love Hotel.

Delusional Dementia
C.G. vulgo Mouth Everest / Pepe Le Pew, começou a ter visões e delírios desviantes, o que nos deixou algo consternados com a sua sanidade mental. A estranha nuvem gasosa que pairava em seu redor pode ter sido a responsável por alguns lapsos cerebrais ocasionais.

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Day 5: Segunda 29
Percurso efectuado: Lahti – Helsinki – Frankfurt – Porto
Kms percorridos: 3976 kms
Total kms: 8392 kms

Caffeine Time Attack + Utilidades
Chegados à última escala, Frankfurt, era altura de incursão em modo “time attack” à fonte de cafeína gratuita situada no Flughafen Frankfurt main. Nunca é demais mencionarmos esta preciosa fonte, que funcionou quase como um ventilador nos nossos corpos quase inanimados.
Temos também de fazer a merecida menção a todos os jogos que nos ajudaram a entreter nos tempos mortos:  Tekken 6, PES2010, Assassin’s Creed II, Bomberman 3D, Dirty Jack, Sonic Unleashed, entre outros!
O sistema “pocket cinema” PG esteve sempre a transmitir uma programação sortida de vídeos  e o grande esquecimento geral deu pelo nome de: Brazzers.

Top utilidades durante a tour:
1º – Power Tape [liderança incontestada]
2º – Álcool [Cerveja Local / Energy Drinks / Whisky / Vodka / Lonkero] +litradas de Café
3º – Cêgripe
4º – DVD Player [aka PG Pocket Cinema]
5º – Pão de Forma [sem côdea!]
6º – Latas de Atum [Bom Petisco / Ramirez / Tenório]
7º – Rissóis, Quiches, Panados
8º – Carregadores de devices electrónicos
9º – ProRect 2000
10º – Lenços

No voo final, já algo góticos pela regresso à realidade, tivemos o “prazer” de privar com uma comitiva de atletismo nacional, onde pontificava Vanessa Fernandes, entre outras, que nos foram insultando ciclicamente em clima de alegre euforia não se tendo apercebido que éramos também portugueses.

Olhamos para o calendário a apercebemo-nos que já só falta um mês para nova incursão internacional, desta vez o regresso a Itália para o Tattoo Death Fest – Milan [após a saudosa “Eaten Alive” tour de 2008 com Lacerater + Fleshless]. Menos mal.

Pergunta final reflexiva…
Será que o facto dos responsáveis pela Bagagem Fora de Formato em Frankfurt, já nos conhecerem e cumprimentarem, significa que a internacionalização da banda foi conseguida?

Espero que se divirtam tanto a ler este tour report como nos divertimos a vivê-lo! Obrigado / Kiitos!

Créditos
All pics / videos in this report by: Kai Hänninen, Sami Perälä, Pauliina, Krista, Lotta, Z.P., P.G., D.P., C.G.

Thanks
Inferia for making this possible! All the promoters, venues, fans, merch buyers, etc. You rule!

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